Sou o excesso do resto que me falta. Estou nos cantos extremos sem nada em minha volta. Sou o escuro obscuro da claridade que me cega. Estou nos meus sonhos acordada com a realidade que a vida me esfrega. Estou em um caminho fechado dando voltas sobre o mesmo lugar. Estou parada no movimento que insisto contra o tempo. Sou uma qualquer, que não desiste do que quer e que não precisa ser chamada de mulher. Estou cansada mas com forças suficientes e bem preparada para ser julgada. Sou condenada a ser um nada, com resultados de que irei vencer. Quem quiser que venha me ver!

Maíra Cintra

Um comentário:

♥ Luciana Mira ♥ disse...

Que poder nas palavras! Gostei muito Maira, Parabens! Você escreve muito bem. Adorei o jogo de palavras que vocês fez, ficou ótimo mesmo.